Sacramento ao pé do mar: batismo de africanos na freguesia da Conceição da Praia Grande, 1700-1751

Autores

  • Carlos Eugênio Líbano Soares Autor

Palavras-chave:

Escravidão africana, Gentio da Costa, Batismos, identidades africanas, trafico de escravos

Resumo

Na cidade de Salvador da Bahia no século dezoito, a freguesia da Conceição da Praia era a área de porto da capital do estado do Brasil. A área portuária da cidade da Bahia fervia no período com a atividade de carregadores escravos e estivadores trabalhando nos navios em desembarque de passageiros e carga. Em Conceição da Praia os africanos eram maioria. De acordo com a documentação de batismo da igreja católica, a maior nação de Conceição da Praia era os mina. O nome se origina da Costa da Mina, na África Ocidental. Dos escravos africanos na Conceição da Praia, os mina chegaram a mais de 96% das amostras étnicas antes de 1750. Seguindo os mina, estavam os Gentio da Costa. Um uso oriundo de antigo costume português que identificava qualquer um vindo da África Ocidental como Gentio da Costa. Menos freqüentemente mencionados como local de nascimento nos termos de batismo estavam os Moçambique da África Oriental. Este artigo discute, também, esta identificação na experiência dos escravos na Bahia colonial e sugere uma perspectiva singular para a investigação das identidades africanas na Bahia durante o século XVIII.

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Arquivos Consultados

Arquivo Nacional do Rio de Janeiro

Arquivo do Estado da Bahia

Arquivo da Sé de São Salvador, Bahia.

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Publicado

30-06-2016