Passagens, rituais e práticas funerárias entre ancestrais africanos: outra lógica sobre a finitude
Palavras-chave:
práticas fúnebres, morte espiritual, morte individual, morte coletivaResumo
A existência de práticas fúnebres, assim como a consciência frente à finitude definia, no passado de nossos ancestrais africanos, categorias simbólicas e práticas sociais que apenas, muito recentemente, começam a ser repertoriadas. Nesse sentido, o tema morte requer uma análise pormenorizada de seu enfoque para além da morte biológica. Em seu aspecto multifacetado se apresenta como morte psíquica, morte social, morte espiritual, morte cósmica sem, contudo, deixar de abraçar um processo, universal e irremediável, que se reveste de inúmeras formas no tempo e no espaço: mortes individuais, mortes coletivas, suicídios, assassinatos, acidentes, catástrofes, guerras, massacres. Em outras palavras, “a morte não é privativa dos homens e dos viventes”. Ela reflete a tudo que se inscreve no tempo, logo, objeto da história.
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